Comunicação não-verbal - Dicas para se sair bem na entrevista de emprego

22 de julho de 2019



Ter um bom currículo não basta para garantir àquela vaga tão desejada, cada vez mais os recrutadores e as empresas se capacitam para analisarem competências extra-curriculares e até mesmo traços da personalidade do futuro funcionário, através da Comunicação Não- Verbal. 

Mas calma! Isso não é motivo para entrar em desespero!

Hoje trazemos para você, algumas dicas básicas de linguagem corporal que irão te ajudar na hora da entrevista e também na convivência com os colegas no ambiente de trabalho.

Caroline Ceniza-Levine, especialista em mudança de carreira e co-fundadora do SixFigureStart afirma, em artigo publicado na Forbes, que  o impacto da comunicação não-verbal é de 55% até 90% da mensagem que uma pessoa transmite.
Ou seja, estamos comunicando, até quando não queremos comunicar.
Então, por que não usar de forma consciente e a nosso favor,  o poder da linguagem corporal?



Na PNL (Programação Neurolinguística), usamos um gráfico bem simples que nos ajuda a entender a dinâmica dos comportamentos que adotamos ao longo da vida, incluindo aqueles que já viraram hábitos automáticos e que nem percebemos mais quando executamos. 



O que constatamos com essa imagem é que lá no topo dessa escada comportamental vêm os PENSAMENTOS. Nossos pensamentos são tão poderosos que muitos deles nos causam EMOÇÕES, ou seja, SENTIMENTOS, e tais sentimentos influenciam diretamente na nossa POSTURA, por exemplo, se temos um sentimento bom em realação a uma situação, se saimos confiantes e alegres de uma entrevista de emprego, a nossa postura irá acompanhar esse sentimento positivo, andaremos mais confiantes, cabeça mais erguida, um leve sorriso no rosto e nossa autoconfiança irá transparecer em toda a nossa comunicação corporal e microexpressões faciais, que são aquelas expressões quase imperceptíveis que expressamos de forma involuntária e que pos isso mesmo, não conseguimos esconder. 
Da mesma forma, quando recebemos uma notícia ruim ou brigamos com alguém que amamos, sentimos nossa energia ir -literalmente - embora. O semblante fica contraído, a postura se retrai, geralmente o maxilar fica travado e o nosso corpo vai demonstrar isso mesmo se tentarmos camuflar.

Por fim, essa postura (negativa ou positiva) tem ligação direta com as AÇÕES que tomamos, se estamos pessimistas preferimos não nos arriscar, se estamos de mau humor somos ríspidos com os outros e se estamos felizes cheios de endorfinas e ocitocina, nossa tolerância aumenta e tomamos atitudes mais arriscadas e positivas.

O que acontece então? Essas AÇÕES é que criam os nossos RESULTADOS. 
Se não estamos gostando dos resultados, precisamos mudar lá em cima, começando pelos PENSAMENTOS, passando para as emoções até chegar na POSTURA.

No português bem claro, a primeira dica prática para se sair bem em uma entrevista é DEIXAR OS PROBLEMAS DO LADO DE FORA. 
Você precisa adiar um pouco a resolução dos seus conflitos pessoais e se concentrar no aqui e agora, como dizemos na Mindfulness: Atenção total ao momento presente. 
Com isso, você irá conseguir se concentrar e dominar seus gestos e sua comunicação não-verbal.

A Segunda dica então é: AJA COM NATURALIDADE. Para complementar a primeira dica, quando eu falo em dominar gestos e emoções eu não estou dizendo para você se tornar um robô, até mesmo porque, para nós que estudamos linguagem corporal, a tensão caracterizada pela ausência de gestos é facilmente perceptível e às vezes comunica que o candidato é alguém demasiadamente calculista e manipulador e esse, de fato, não é um perfil desejado.
Seja natural, recrutadores estão acostumados ao nervosismo dos entrevistados, e por isso mesmo eles não esperam um robô, eles esperam alguém que consiga driblar seu nervosismo e formalidade e mostre o seu potencial. 

Um bom líder analisa bem um CV e um líder extraordinário analisa bem tudo aquilo que o CV não diz.
Lembre-se disso.

Nossa terceira dica é para fazer uma AUTOANÁLISE antes de seguir para a entrevista, dessa forma você conseguirá identificar tiques e manias e corrigir. Por exemplo, se você tem mania de roer as unhas ou os cantinhos dos dedos, se passa a mão várias e várias vezes no cabelo quando está nervoso, se gagueja muito ou coça o nariz quando fica diante de uma situação desconfortável, isso tudo pode ser corrigido, pois executar tais gestos repetitivamente durante a entrevista, vai mostrar ao seu entrevistador que você é alguém ansioso e sem autocontrole. 

A quarta dica é para prestar atenção ao seu DIÁLOGO INTERNO. O que é isso? É a forma como você está acostumado a conversar consigo, como você está acostumado a contar a sua história e experiências pessoais. Nada de usar termos pejorativos, de falar mal da empresa anterior e chorar as pitangas. Aliás, isso é uma dica para a VIDA, não somente restringido à entrevista. 
Ao invés de usar expressões negativas e palavras com forte impacto emocional como: Nunca, jamais, nunca mais, de jeito nenhum e desempregado, desesperado, sem dinheiro e endividado.
Ao invés disso prefira dizer: Possivelmente, provável, disponível ao mercado de trabalho, em busca de novas experiências, testando meus limites pessoais.
Empresas não vão contratar você porque você está precisando, nem porque a sua mãe está doente ou porque você precisa sustentar seus filhos. Empresas não vão contratar você porque você estudou em uma boa universidade ou porque tem uma boa aparência. 
Elas vão te contratar porque acreditam que você pode AGREGAR, pode gerar mais receita, pode aumentar o faturamento, pode fazer a DIFERENÇA.
Então, mostre à elas que você realmente pode fazer essa diferença e ser uma boa aquisição, que você sabe porque está ali e que o veio fazer. 

Para finalizar, dicas práticas e efetivas para a hora H:

-Olho no olho, mas sem encarar. Pisque, desviar o olhar rapidamente algumas vezes, mas quando for contar algo sobre si, estabeleça a comunicação visual. É imprescindível.

-Maquiagem básica. Pode usar rímel, blush e batom, mas evite cores fortes que desviem a atenção do foco principal da conversa, que é a sua experiência profissional. O mesmo vale para roupas. MENOS É MAIS. Na dúvida, calça e camisa branca nunca erram. 

- Gestual presente e comedido. Todos nós temos um limite imaginário delimitado, ao qual chamamos de Espaço Social. O Espaço Social é como se fosse um pequeno espaço à nossa volta, do tamanho dos nossos braços fechados em círculo e seus gestos têm que permanecer dentro do seu Espaço Social, sem invadir o do outro, sem intimidar o Espaço Social das outras pessoas e sem comunicar exacerbação e soberba. 
Evite ficar mãos e braços muito parados, você pode e deve gesticular, mas com gestos leves e mais próximos ao seu corpo. 

- Postura ereta e sorriso são sempre boas opções.

- Fake é frágil. Tudo que é fake, falso, não se mantém, por isso, não tente passar uma imagem que não representa verdadeiramente quem você é. Da mesma forma que a comunicação não-verbal pode te prejudicar, ela também pode ser uma excelente aliada, desde que seja condizente com a pessoa que você é. Quando externamos algo cujo qual não acreditamos, nossa comunicação não-verbal fica muito prejudicada, pois o cérebro a todo momento manda impulsos e comandos para o resto do corpo, então, se você está contando mentiras ou não está confortável sobre o que está dizendo nem tem certeza sobre o que está falando, é bem provável que mesmo tentando dominar a sua linguagem corporal, você seja sabotado por você mesmo, pois a boca vai estar dizendo algo e o cérebro estará emitindo mensagens contrárias, resumindo, será um desastre. Mesmo para quem está acostumado a mentir, para quem está acostumado a analisar, é um prato cheio. 

E lembre-se que mesmo quando você estiver com a energia baixa e sentindo muito preocupada e deprimida, você pode usar uns "truques" e gatilhos na mente, para mudar rapidamente a sua linguagem corporal, alterando a sua POSTURA, você consegue alterar os seus SENTIMENTOS e por consequência, alterar os seus PENSAMENTOS. É só subir a escadinha ao contrário. 
Pequenas atitudes são capazes de grandes mudanças.
Se olhe no espelho, se admire, ressalte em voz alta suas qualidades para si mesma, desenvolva admiração e estimule seu amor próprio e se sinta confiante e vitoriosa!
Se enxergue como a vencedora que você é, como a excelente profissional que você é e mantenha sua autoimagem saudável e confiante.
O sentimento é o segredo!




Vai e arrasa, garota!


Bruna Stamato

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