Dia Mundial de Combate ao Bullying

19 de outubro de 2018

Para alertar e conscientizar a população global, o dia 20 de outubro foi escolhido como o Dia Mundial de Combate ao Bullying. Nos últimos anos, o tema tem ganhado um explosivo destaque devido ao número de casos de violência verbal e física que ocorrem diariamente com crianças e adolescentes no mundo inteiro, principalmente, dentro do ambiente escolar.

Uma questão que chama atenção e choca a sociedade é o bullying como estopim para casos em que a vítima reage, tirando a vida do agressor e até de outras pessoas que estão ao redor, como ocorreu recentemente em escolas no Brasil e no exterior.


Segundo o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), divulgado em setembro de 2018, cerca de 150 milhões de jovens no mundo, entre 13 e 15 anos, já foram vítimas de algum tipo de violência, e meninos são os que estão mais à mercê de ameaças e agressões. O estudo aponta que um em cada três jovens sofre bullying e, em 39 países ricos, três em cada dez adolescentes desta faixa etária afirmaram terem praticado a ação.

No Brasil, o IBGE apresentou comentários analíticos referentes aos resultados da 3ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), em convênio com o Ministério da Saúde e apoiado pelo Ministério da Educação. O levantamento, realizado em 2015 com estudantes do 9° ano do Ensino Fundamental, de 13 a 17 anos, revela que os alunos do sexo masculino são as maiores vítimas (10,6%) e o percentual é maior em escolas públicas (8,4%). Além disso, 7,4% dos alunos já sofreram bullying e 12,3% ficaram feridos diante da violência praticada por colegas.

"As instituições precisam urgentemente atentar-se às medidas que prioritariamente previnam ações como essas, ao invés de apenas combater o problema. Investir em abrir o diálogo e em promover programas de educação emocional são excelentes opções para a criação de um ambiente escolar mais saudável. O apoio às vítimas, com suporte psicológico, jurídico e social também deve ser adotado pelos responsáveis das escolas, conforme previsto na lei do Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying)", segundo Juliana Fleury, porta-voz da Associação pela Saúde Emocional de Crianças (ASEC).

A organização desenvolve programas de promoção da educação emocional como o Amigos do Zippy, que obtém resultados positivos em escolas de todo país. Há 14 anos, a ação foi trazida ao Brasil pela entidade, com objetivo de beneficiar crianças a partir dos seis anos e ensiná-las, de forma divertida, a lidar com as dificuldades que surgem na vida, incentivando-as a identificar e expor os sentimentos, além de estimular a autonomia para buscar alternativas positivas para resolvê-las, buscando soluções que não prejudiquem ninguém. A estratégia vale tanto para os próprios estudantes, quanto no auxílio às pessoas próximas, desenvolvendo também a empatia.

Após o sucesso do Amigos do Zippy, a ASEC implantou desde 2016 o Passaporte: Habilidades para a Vida. Voltado para jovens a partir dos 11 anos e implantado em escolas públicas e particulares em 11 Estados brasileiros. É um programa de educação emocional que propõe aos adolescentes diversas opções para lidar com a mais variadas dificuldades que surgem nesta desafiante fase da vida.
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