Air India reserva assentos exclusivos para mulheres desacompanhadas

20 de janeiro de 2017



Questão de segurança ou exagero?

A companhia aérea Air India criou uma seção exclusiva para mulheres viajando sozinhas em suas aeronaves, após queixas de assédio sexual em voos.

Os primeiros seis assentos da classe econômica serão reservados para mulheres, que podem solicitá-los sem custo adicional. Além disso, para conter “passageiros descontrolados” a companhia terá algemas de plástico à disposição. A principio, a decisão vale para voos dentro da Índia.

“Nós sentimos que é nossa responsabilidade aumentar o nível de conforto das passageiras”, disse o diretor da companhia aérea Meenakshi Malik ao jornal The Hindu. A ideia, no entanto, gerou argumentos contrários. “Até onde eu sei, isso não acontece em outro lugar do mundo”, comentou a ex-executiva da Air India Jitendra Bhargava.

Mas a atitude está criando reações bem controversas, há quem diga que é o feminismo tomando proporções cada vez maiores e há quem defenda a tese que tudo é apenas uma questão de zelo e preocupação.

E você, o que acha? Por enquanto, nenhuma outra companhia aérea manifestou interesse em aderir á ideia.

No Brasil: Desde 2006, foi aprovada uma lei no Rio de Janeiro que institui a criação do chamado “vagão rosa”, destinado às mulheres em trens e metrôs. Dez anos mais tarde, o homem que insistir em viajar no “vagão rosa” é punido com multas que podem ultrapassar mil reais.

Será mesmo que tais medidas diminuem os abusos e essa seria, então, a solução para o futuro? Não seria mehor investir na educação e concientização da população de uma forma em geral e assim montar estratégias para acabar definitivamente com a cultura do estupro, ao invés de só prevenir o crime por meio de medidas extremistas? Até quando precisaremos nos isolar da sociedade e manter o mínimo de distância segura do sexo oposto? Até que ponto conseguiremos essa “exclusividade” para mulheres e até que ponto tais medidas geram mais raiva nos agressores? Se continuarmos assim, em breve teremos que ter caixas – eletrônicos exclusivos para mulheres, salas de aulas exclusivas, restaurantes, e claro, efetivamente, não surtirá os efeitos desejados. Creio que seja a hora de investir em leis e punições mais severas ao feminicído, e não, tentar tapar o sol com a peneira.

Bruna Stamato

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